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Fraudes em boletos continuam preocupando o mercado

Um dos grandes objetivos da FEBRABAN com o lançamento da Nova Plataforma de Cobrança no ano passado foi não só agilizar e modernizar o sistema, mas também eliminar os cerca de R$ 450 milhões em fraudes que ocorriam a cada ano no Brasil.

Porém, mesmo com a criação da plataforma, os fraudadores ainda encontram formas para burlar a segurança deste meio de cobrança e aplicar golpes. O motivo é óbvio: o boleto bancário é a segunda forma de pagamento mais utilizada no Brasil, perdendo somente para o volume de transações com o cartão de crédito.

Anunciado ainda em 2014, o “vírus do boleto” também conhecido por bolware, continua na ativa, causando prejuízos. O meio de propagação desse vírus é o mais comum: um e-mail que simula a mensagem de um banco, pedindo para o usuário clicar em um link ou baixar um utilitário para “atualizar seus dados bancários”. Quando o usuário clica no link, nada aparente acontece, mas o malware já está instalado no computador e fica monitorando a navegação do usuário para agir no momento certo. Além disso, o vírus se propaga em redes de computadores ou se instala em pendrives.

Uma vez instalado, o malware age interceptando documentos e realizando alterações nos dados que constam na cobrança digital, como a linha digitável ou a conta de destino dos valores. Dessa maneira, o dinheiro que seria destinado ao credor é desviado para a conta de terceiros.

Como se proteger?

Com a atualização dos navegadores e sistemas bancários, a ação de golpistas vem se reduzindo, mas a maior arma dos criminosos é a engenharia social, em que se aproveitam da ingenuidade ou desconhecimento para poder agir.

Conheça algumas dicas para evitar esses golpes:

1. Mantenha seu sistema operacional e seu antivírus atualizado. Em ambiente corporativo, o uso de um antivírus é obrigatório, já que se recebe diariamente muitas mensagens de diversos remetentes e nem sempre conseguimos dar atenção total ao conteúdo.

2. NUNCA abrir mensagens de bancos, principalmente quando elas informam “dívidas”, “cobranças” ou “transferências”. Nenhum banco no Brasil faz esse tipo de comunicação. Se receber um e-mail com esse conteúdo, exclua imediatamente.

3. Antes de fazer um pagamento, confira a origem do boleto e todos os números do código de barras. Verifique se os números de contas aparecem no código e batem com as contas de banco envolvidas.

4. Utilize seu telefone celular para fazer os pagamentos. Os aplicativos de celulares têm leitores de código de barras que fazem a validação dos números, diminuindo a chance de fraudes.

Marco Andrei Kichalowsky

Marco Andrei Kichalowsky, diretor de marketing na Arsnova Digital, é especialista em marketing digital e articulista de revistas de tecnologia. Fale comigo no e-mail falecom@arsnova.digital.

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